REFORMA LUTERANA
A Reforma
No próximo 31 de Outubro os luteranos de todo o mundo comemoram o Dia da Reforma! Que equivale a o passaporte para a chamada Era Moderna. Embora se ensine nos bancos escolares que este significativo acontecimento tenha sido a tomada de Constantinópolis pelos turcos no ano de 1493, depois de um longo império que durou mais de 1000 anos iniciado por Constantino que tornou oficial o cristianismo. Talvez por que como disse Lutero: a reforma que ele propunha não estava na casca, mas no cerne. Isto é, ela visava a reforma do homem interior no seu todo, o homem completo. Ele se preocupou com a boa árvore. Pois a boa árvore produz bons frutos. Conforme afirma o santo evangelho. Também o seu propósito continua o mesmo. Aliás, ela é ou deveria ser a pregação da Igreja Cristã de sempre, ou então, até o fim dos tempos com o retorno visível e glorioso do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Tal lembrança. A mim, pelo menos trás mais tristezas do que alegrias, pois o mundo continua carente da sua pregação, os seus propósitos foram acovardados por aqueles que vivem do próprio evangelho. E também, por muitos cristãos. Preocupam-se mais com os parlamentos do mundo, ou a mídia, do que com o que escreveu Lutero. Um exemplo disso, no que diz respeito a nossa segurança. Louvou ele a sabedoria divina ao estabelecer a pena de morte como bem se pode aprender ao ler “Da Autoridade Secular”. Quem sabe, nos dias de hoje o homem tenha mudado a sua natureza e desenvolvido uma nova espécie incapaz de atentar contra a vida do seu semelhante!? Mais ou menos o que ensina Darwin. Deixar prevalecer tal idéia, para mim é uma covardia! Parece preferir a casca, e ir de carona no respeitado nome do monge medieval que se preocupou com a verdade. É muito fácil e cômodo afirmar que a salvação só é possível através da fé na obra de vida e morte de Jesus Cristo, o Deus-Homem! O que não parece claro na pregação é a afirmação de que a referida fé salvadora é presente da parte de Deus! Muito diferente daquela idéia, que em si não é má, é o seguinte: alguém se entusiasma com o cristianismo e então decide freqüentar a igreja. É claro que Deus dará esta fé a quem ele quiser. Mas também é certo esperarmos que Deus queira que saibamos certas coisas, por isso proveu a sua igreja de líderes capazes com especial vocação e preparação para fazer este trabalho de instrução nas doutrinas bíblicas as quais seus antecessores arriscaram a pele e outros chegaram a derramar o seu próprio sangue para defendê-las por amor de nós e da própria verdade. Para não parecermos com o confuso Pilatos tateando nas trevas a procura da verdade! Tenhamos paciência! Outro ponto que não me agrada, é o uso de um tratamento empregado desde a antiguidade me refiro ao termo “leigo”. Pois segundo o dicionário, é aquele que não tem ordens sagradas. Em sentido figurado: Que é estranho ou alheio a um assunto que não entende determinadas questões. Poderá alguém não concordar comigo, no entanto um simples tratamento pode fazer a diferença. Será orgulho da minha parte me sentir ofendido e me considerar excluído da igreja de Deus se alguém me tratar como um tal?! Entretanto o “Ide e pregai o evangelho...” (Marcos 16: 15) é, para mim uma ordem suficientemente sagrada para me desqualificar como um leigo. O que vale para todos! Mas como já afirmei a reforma é algo para toda a vida do cristão e não quer dizer que Deus não tenha deixado nenhuma pontinha para a gente poder participar dela! O grande trunfo, no entanto é preparar as pessoas para viver em liberdade, que é uma destas palavras desgastadas pelo uso e das que mais provocam confusão! Reparem na sorte do povo hebreu escravizado no Egito. Apesar dos grandes feitos divinos, conforme relata o livro do Êxito. O povo, agora livre, teve que penar por mais de 40 anos pelo Sinai, até que aprendessem a confiar no seu Deus. Quem a final lhes prometeu conduzi-los à Terra Prometida. Outro tipo de escravidão sofre também aquele povo que lhes é negado a doutrina verdadeira. A negociação é uma das palavras muito usada no meio capitalista: se fizeres isto em troca te dou aquilo, é mais ou menos isto que Lutero encontrou no seu mundo de então. A salvação da sua alma devia ser conquistada com muitas boas obras, ou pior: comprada a dinheiro, foi o comercio da venda de indulgências que provocou o monge agostiniano a desencadear o estopim da Reforma ao publicar as suas 95 Teses, apesar de tão somente pretender convidar os estudiosos a debaterem com ele certos assuntos ligados ao bem da cristandade. Então se aprendemos como ser aceitos por Deus, através da doutrina de que a santa Lei não pode nos salvar, mas sim o evangelho que trás o filho de Deus cumprindo esta Lei em nosso lugar e ainda morrendo pelos nossos pecados. Pois se o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres. Aí está o maior mérito da Reforma. Preparar as pessoas para o mundo. Muito ao contrario do que vi na TV outro dia: Uma distinta senhora presidente de uma organização feminista a nível nacional que concluía sua participação afirmando que para o tal movimento prosperar seria necessário mudar o comportamento de cada homem ao lidar com sua mulher levando em consideração a sua disposição para o ato sexual. Nada contra o seu objetivo. Mas esta pessoa estava querendo mudar o mundo, ao invés de preparar as suas companheiras para viver nele. Por isso Lutero trabalhou muito no sentido de a liberdade ser usada da maneira mais conveniente. Também é preciso entender que podemos fracassar como pessoas que somos. Mas parece faltar a nós a humildade para olhar de modo renovado os escritos amarelados destes heróis do passado. Que penso eu, certamente eles esperam muito mais de nós!
Que o bondoso Deus nos poupe de perdermos a fé por nossa indesculpável omissão!
Ildo Borges Fernandes
No próximo 31 de Outubro os luteranos de todo o mundo comemoram o Dia da Reforma! Que equivale a o passaporte para a chamada Era Moderna. Embora se ensine nos bancos escolares que este significativo acontecimento tenha sido a tomada de Constantinópolis pelos turcos no ano de 1493, depois de um longo império que durou mais de 1000 anos iniciado por Constantino que tornou oficial o cristianismo. Talvez por que como disse Lutero: a reforma que ele propunha não estava na casca, mas no cerne. Isto é, ela visava a reforma do homem interior no seu todo, o homem completo. Ele se preocupou com a boa árvore. Pois a boa árvore produz bons frutos. Conforme afirma o santo evangelho. Também o seu propósito continua o mesmo. Aliás, ela é ou deveria ser a pregação da Igreja Cristã de sempre, ou então, até o fim dos tempos com o retorno visível e glorioso do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Tal lembrança. A mim, pelo menos trás mais tristezas do que alegrias, pois o mundo continua carente da sua pregação, os seus propósitos foram acovardados por aqueles que vivem do próprio evangelho. E também, por muitos cristãos. Preocupam-se mais com os parlamentos do mundo, ou a mídia, do que com o que escreveu Lutero. Um exemplo disso, no que diz respeito a nossa segurança. Louvou ele a sabedoria divina ao estabelecer a pena de morte como bem se pode aprender ao ler “Da Autoridade Secular”. Quem sabe, nos dias de hoje o homem tenha mudado a sua natureza e desenvolvido uma nova espécie incapaz de atentar contra a vida do seu semelhante!? Mais ou menos o que ensina Darwin. Deixar prevalecer tal idéia, para mim é uma covardia! Parece preferir a casca, e ir de carona no respeitado nome do monge medieval que se preocupou com a verdade. É muito fácil e cômodo afirmar que a salvação só é possível através da fé na obra de vida e morte de Jesus Cristo, o Deus-Homem! O que não parece claro na pregação é a afirmação de que a referida fé salvadora é presente da parte de Deus! Muito diferente daquela idéia, que em si não é má, é o seguinte: alguém se entusiasma com o cristianismo e então decide freqüentar a igreja. É claro que Deus dará esta fé a quem ele quiser. Mas também é certo esperarmos que Deus queira que saibamos certas coisas, por isso proveu a sua igreja de líderes capazes com especial vocação e preparação para fazer este trabalho de instrução nas doutrinas bíblicas as quais seus antecessores arriscaram a pele e outros chegaram a derramar o seu próprio sangue para defendê-las por amor de nós e da própria verdade. Para não parecermos com o confuso Pilatos tateando nas trevas a procura da verdade! Tenhamos paciência! Outro ponto que não me agrada, é o uso de um tratamento empregado desde a antiguidade me refiro ao termo “leigo”. Pois segundo o dicionário, é aquele que não tem ordens sagradas. Em sentido figurado: Que é estranho ou alheio a um assunto que não entende determinadas questões. Poderá alguém não concordar comigo, no entanto um simples tratamento pode fazer a diferença. Será orgulho da minha parte me sentir ofendido e me considerar excluído da igreja de Deus se alguém me tratar como um tal?! Entretanto o “Ide e pregai o evangelho...” (Marcos 16: 15) é, para mim uma ordem suficientemente sagrada para me desqualificar como um leigo. O que vale para todos! Mas como já afirmei a reforma é algo para toda a vida do cristão e não quer dizer que Deus não tenha deixado nenhuma pontinha para a gente poder participar dela! O grande trunfo, no entanto é preparar as pessoas para viver em liberdade, que é uma destas palavras desgastadas pelo uso e das que mais provocam confusão! Reparem na sorte do povo hebreu escravizado no Egito. Apesar dos grandes feitos divinos, conforme relata o livro do Êxito. O povo, agora livre, teve que penar por mais de 40 anos pelo Sinai, até que aprendessem a confiar no seu Deus. Quem a final lhes prometeu conduzi-los à Terra Prometida. Outro tipo de escravidão sofre também aquele povo que lhes é negado a doutrina verdadeira. A negociação é uma das palavras muito usada no meio capitalista: se fizeres isto em troca te dou aquilo, é mais ou menos isto que Lutero encontrou no seu mundo de então. A salvação da sua alma devia ser conquistada com muitas boas obras, ou pior: comprada a dinheiro, foi o comercio da venda de indulgências que provocou o monge agostiniano a desencadear o estopim da Reforma ao publicar as suas 95 Teses, apesar de tão somente pretender convidar os estudiosos a debaterem com ele certos assuntos ligados ao bem da cristandade. Então se aprendemos como ser aceitos por Deus, através da doutrina de que a santa Lei não pode nos salvar, mas sim o evangelho que trás o filho de Deus cumprindo esta Lei em nosso lugar e ainda morrendo pelos nossos pecados. Pois se o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres. Aí está o maior mérito da Reforma. Preparar as pessoas para o mundo. Muito ao contrario do que vi na TV outro dia: Uma distinta senhora presidente de uma organização feminista a nível nacional que concluía sua participação afirmando que para o tal movimento prosperar seria necessário mudar o comportamento de cada homem ao lidar com sua mulher levando em consideração a sua disposição para o ato sexual. Nada contra o seu objetivo. Mas esta pessoa estava querendo mudar o mundo, ao invés de preparar as suas companheiras para viver nele. Por isso Lutero trabalhou muito no sentido de a liberdade ser usada da maneira mais conveniente. Também é preciso entender que podemos fracassar como pessoas que somos. Mas parece faltar a nós a humildade para olhar de modo renovado os escritos amarelados destes heróis do passado. Que penso eu, certamente eles esperam muito mais de nós!
Que o bondoso Deus nos poupe de perdermos a fé por nossa indesculpável omissão!
Ildo Borges Fernandes
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