O CUSTO DA VERDADE

O custo da Verdade

Nada é de graça, tudo nesta vida tem um custo. Quando vimos uma bela residência; um lindo carro: nem se quer fazemos idéia de quanto suor, luta e noites mal dormidas podem isto ter custado a alguém! Às vezes toda uma vida, e, a maioria fica mesmo só no sonho! Também não é diferente no campo das idéias; da ciência ou da fé. Galileu Galilei, defendeu e provou a tese de que todos os planetas, inclusive a Terra, giravam em torno do Sol e que este está fixo ao centro. Entretanto, a igreja da época, se opos a isto e lhe obrigou a negar todo o seu ensino e isto lhe trouxe muitas dores de cabeça até o fim da sua vida. Deste modo entre outras descobertas que fez, somou mais esta: A pseudo-verdade acomodada e instalada no mundo pode ter um preço, incoveniente e muito alto, quando desmascarada! Experiência não muito diferente viveu Martinho Lutero que ao descobrir a verdade pelas páginas da bíblia descobriu também, que esta traz consigo um sabor muito amargo; talvez não conhecesse o ditado: “Quem anda na moda não se encomoda”! Então, pensou ele, agora que sei que a salvação é de graça, que me foi conquistada totalmente por obra de vida e morte de Jesus Cristo, que porisso é meu Salvador. Como fica agora? Terei que cortar fora o meu cordão umbilical?! Como é duro aceitar para mim mesmo que por todos estes anos eu, simplesmente, estava enganado! Que pensarão de mim minha família, amigos. Pois diante da platéia em Vorz, Alemanha; afirmou que não se retrataria, caso não fosse convencido pela bíblia de que estava errado. O jeito moderno, ou o politicamente correto é ser neutro: “ficar em cima do muro”. Assim como a apresentadora da TV que com a mesma ênfase fala de Chico Chavier e de Jesus Cristo sem se incomodar com a vontade de Deus que condena o espiritismo. Conforme Deuteronômio. 18.11-12, onde se encontra a proibição divina. - Quem pagou o mais alto custo por não querer abdicar da verdade com certeza foram os mártires da fé. Leia, por exemplo, At. 6,8-15. (o martírio de Estevão). O próximo foi Tiago — filho de Zebedeu e um dos doze apóstolos — morto por Herodes Agripa I em 44 (At. 12). De acordo com Josefo e Eusébio, Tiago, o irmão de Jesus e líder da igreja de Jerusalém foi apedrejado como resultado da instigação do sumo sacerdote em 62, logo depois da morte do governador Festo. Diz-se que a palavra grega mártir significa “testemunha” diante de um tribunal, mas, com o tempo, ganhou um sentido cristão e ficou reservada para “todo aquele que dá testemunho, mesmo ocasionalmente, mas sempre enfrentando ameaça de morte”. Assim, que o peso da verdade se confunde com o martírio e se estende a todos os estados de vida: religiosa, matrimonial, apostólica, profissional. O missionário, que vive sem medo o perigo da perseguição, é um mártir. A mãe e o pai de um filho deficiente, em sua generosidade e paciência, vivem o martírio. É mártir também o jovem que, com firmeza, dá testemunho de sua fé num ambiente hostil. Entretanto ninguém melhor que aquele que é a própria verdade poderia dizer-nos qual o seu real custo e a dor que produz. Aí vão pistas de quem me refiro: ele nasceu em uma obscura aldeia e cresceu em outra, onde trabalhou até os 30 anos. Então, durante três anos, foi um pregador errante. Nunca escreveu um livro. Nunca foi eleito para cargo algum. Nunca teve família ou possuiu uma casa. Nunca viajou mais de 350 quilômetros de distância do lugar onde nasceu. Nunca fez nada do que, normalmente, se associa com grandeza. Não tinha credenciais, a não ser ele próprio. Tinha somente 33 anos quando a maré da opinião pública voltou-se contra ele. Seus amigos o abandonaram e ele foi entregue à senha de seus inimigos passando pela humilhação de um julgamento forjado. Enquanto ele morria, seus carrascos especulavam com suas roupas, a única coisa que ele possuía na Terra. Quando ele faleceu, foi enterrado em um túmulo emprestado, graças à piedade de um amigo. Mais de vinte séculos se foram. Hoje ele é a figura central da humanidade e o guia do progresso humano. Nem todos os exércitos que já marcharam, nem todas as marinhas que já navegaram nem todos os parlamentos que já se reuniram, nem todos os reis que já reinaram, reunidos, afetaram tanto a vida do homem nesta Terra quanto esta única vida solitária. Desnecessário é afirmar que a mesma personagem desta história, encarou o governador romano para dizer: Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Também: João 14. 6: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. E esta verdade nos diz que estamos separados de Deus por causa dos nossos pecados, a perfeição com a qual fomos criados foi perdida quando nossos primeiros pais foram expulsos da presença de Deus como conta-nos o livro do gênese, o primeiro da bíblia. Tal verdade nos faz sucumbir até o inferno. Mas esta afirmação não estaria completa se fosse omitido a outra parte: O evangelho, a justiça de Deus em nosso imerecido favor. Pois não existe amor maior do que dar a vida pelos seus amigos, diz o Salvador. Não obstante, o mundo jaz no maligno, conforme a mesma fonte e é esta a razão de a verdade ter um peso tão grande e doer tanto. Que o anjo do Altíssimo nos proteja até a saída deste mundo e que em sua presença nos encontramos a paz! Por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Amem!

Ildo B Fernandes

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