A CONDENAÇÃO ETERNA
A CONDENAÇÃO ETERNA
1 .O fato. - Inferno e
condenação não são ficção, mas horrenda e temível realidade. Em Mateus 18.8 e.9
o Salvador fala do fogo eterno do inferno. Paulo fala em "penalidade de
eterna destruição, banidos da face do Senhor" (2 Tessalonicenses 1.9). Por
isso, quando no último dia for pronunciada a sentença condenatória:
"Apartai-vos de mim, malditos,
para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos", será executada
imediatamente, pois lemos: "E irão estes para o castigo eterno"
(Mateus 25.41,46).
2. O estado da
condenação. - Quanto à natureza dessa punição e às condições no inferno,
não devemos permitir que nossa imaginação fique alucinada (o Inferno de Dante,
por exemplo), mas devemos restringir-nos ao que dizem as Escrituras.
A punição dos
ímpios não consiste em redução ao nada. Tem sido dito que a locução verbal
"fazer perecer" em Mateus 10.28 ("fazer perecer no inferno tanto
a alma como o corpo") quer dizer reduzir ao nada. Mas a mesma palavra
grega aqui traduzida com "fazer perecer" é usada em 2 Pedro 3.6, onde
se traduz "perecer". Como o mundo não foi reduzido ao nada pela água,
da mesma forma o corpo e a alma não são reduzidos ao nada no inferno. Outros
argumentos avançados em apoio da niilização não passam de especulações e
sentimentos humanos, sem fundamento escriturístico.
Os condenados do
inferno são para sempre rejeitados e banidos da bem-aventurada presença de
Deus. "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno" (Mateus
25.41). Serão atirados às trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de
dentes (Mateus 8.12). "Choro" indica dor e desespero, e "ranger
de dentes" indica raiva e fúria impotentes. O sofrimento dos perdidos é
intensificado pelo fato de estarem cientes da bem-aventurança dos santos no céu
(Lucas 13. 28). Completamente abandonados por Deus, são atormentados no corpo e
na alma (Mateus 10.28; Lucas 16.23,24). - É ocioso especular sobre a natureza
do fogo e dos tormen-tos. Cuidemos antes para jamais experimenta-los. Para o
tormento do inferno não há alivio. Até mesmo uma gota de água é negada ao homem
rico da parábola (Lucas 16. 25,26). Não há como sair do inferno. Os sofrimentos
do inferno não terão fim, pois é castigo eterno (Mateus 25.48), destruição
eterna (2 Tessalonicenses 1.9) num fogo inextinguível, onde o verme, a
consciência acusadora, não lhes morrerá (Marcos 9.43-48). No inferno não há
esperança.
O pensamento da condenação eterna é tão
apavorante, que os homens têm procurado mitigar seus terrores ensinando uma
restauração universal, o que quer dizer que depois de um período mais ou menos
breve ou longo de sofrimento no inferno - sofrimento não retribuitivo mas
medicinal - todos os perdidos serão finalmente restaurados à comunhão com Deus.
Mas a restauração de todas as coisas (Atos 3. 21) não se refere aos perdidos no inferno, porém ao cumpri- mento de
todas as coisas que Deus falou pela boca de seus profetas (Mateus 17.13).
"Cristo... condenará os ímpios a punição sem fim com o diabo"
(Apologia, Art XVII, Triglotta, p. 335).
Em cada caso o tormento infernal é inconcebivelmente
pavoroso, mas haverá diversos graus de punição. A norma geral estabelecida em
Lucas 12.47,48 também se aplica aos perdidos no inferno. Pois de acordo com
Mateus 11.16-24 a
situação daqueles que rejeitaram o evangelho a eles pregados será pior no juízo
do que a daqueles que nunca ouviram o evangelho. No dia do juízo haverá
"menos rigor" para Tiro, Sidom e Sodoma do que para Corazim, Betsaida
e Cafarnaum, haverá menos rigor para um gentio condenado do que para um
"cristão" condenado.
3. Quanto à causa da condenação confere
capitulo LIII, 4, sob o titulo "Juízo".
4. O lugar do inferno não pode ser fixado
geograficamente. Não fica no centro da terra, conforme crêem romanistas, porque
a terra será destruída no último dia.
5. O propósito que Deus leva de mira ao
revelar essa doutrina não é satisfazer uma curiosidade mórbida, mas advertir-nos
para que fujamos da ira futura (Mateus 3.7,12) e oremos para ser considerados
dignos de escapar de todas essas coisas e ficar de pé diante do Filho do homem
(Lucas 21.36).
Do livro: SUMÁRIO DA DOUTRINA CRISTÃ
Aguarde, o próximo – SALVAÇÃO ETERNA!

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