Aos Descrentes
Aos Descrentes
Vós, que seguis a turba desvairada,
As hostes dos descrentes e dos loucos,
Que de olhos cegos e de ouvidos moucos
Estão longe da senda iluminada,
Retrocedei dos vossos mundos ocos,
Começai outra vida em nova estrada,
Sem a idéia falaz do grande nada,
Que entorpece, envenena e mata aos poucos.
Ó ateus como eu fui – na sombra imensa
Erguei de novo o eterno altar da crença.
Da fé viva, sem cárcere mesquinho!
Banhai-vos na divina claridade
Que promana das luzes da verdade,
Sol eterno na glória do caminho.
Poema atribuído a Olavo Bilac, (1865-1918). O
Príncipe dos poetas brasileiro. No entanto, teria ele amesma sorte que o homem rico da parábola de Jesus? Lucas 16.27-28 que,
atormentado no inferno pede a Abraão que mande Lázaro à sua casa paterna avisar os seus
irmãos para que também eles não venham para aquele lugar de terrível
sofrimento? E por que não? Lemos em Eclesiastes 12.7 que o espírito volta à
Deus, e o corpo ao pó. Então o seu espírito está vivo, por que não dar o mesmo
destino à sua alma? A questão é a comunicação com os mortos, que é proibida por
Deus conforme Deuteronômio 18.11-12. Entretanto, não seria ilógico desprezar
tais palavras de advertência de um descrente arrependido? Em tais condições
confesso que não sei o que dizer! Ficarei, porém, com os versos, ignorando a
procedência! O profeta diz: “Vinde, pois, e arrazoemos....” Isaías 1.18, um
convite a que usamos a nossa inteligência: Quem é a turba desvairada que
estamos seguindo? / As hostes dos descrentes e dos loucos? / Que de olhos cegos
e de ouvidos moucos / Estão longe da senda iluminada? / Quem é senão as
propostas enganosas de um mundo onde o diabo é príncipe? Nada mais importante
do que a sugestão feita pelo nosso poeta pregador: Retrocedei dos vossos mundos
ocos, / Começai outra vida em nova estrada, / Sem a idéia falaz do grande nada,
/ Que entorpece, envenena e mata aos poucos.
Duro golpe é a eterna separação de Deus. “ ... Porque não
receberam o amor da verdade para serem salvos.”2 Tessalonicenses. 2.10
Pois, ninguém poderá alegar que Deus foi injusto, ou não teve
paciência conosco! Quantas vezes ouvimos? - “Toma e come, este é o meu corpo
dado a morte para remissão dos teus pecados; e, Toma e bebe, este é o meu
sangue derramado para a remissão dos teus pecados, fazei isto, todas as vezes
que se reunirem em memória de mim.” Como se quisesse dizer: - Não esqueçam
nunca que estou dando a minha vida como resgate para que o Pai lhes considerem
santos, justos e herdeiros do seu Reino Celestial!
Que assim, seja!
Ildo Borges Fernandes
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