VÁ E NÃO PEQUES MAIS

Vá e não peques mais

Para os que não me conhece ainda, e procuram em mim alguma credencial. Só posso dizer que deixo isto a critério do caro leitor, caso me honrar com a leitura até o final. Pois não passo de um simples cristão que se sente agradecido com a sua salvação. Dito isto vamos em frente:
“Vá e não peques mais...” Estas foram as palavras de Jesus ao despedir a mulher adúltera, depois de livrá-la do apedrejamento. Conf. Jo 8.11. Isto não chega se constituir em surpresa, pois a situação desta mulher não era nada boa, sua reputação corria risco e pior ainda, seu marido como agiria? Um conselho para que ela mudasse de atitude, seria razoável se esperar de qualquer pessoa que desejasse ajudá-la. Por isso esta advertência me parece normal.
O que surpreende é o caso do aleijado, já ha 38 anos, que ele curou. . Mais tarde quando o encontra no templo, diz-lhe as mesmas palavras “vá e não peques mais”... Conf. Jo 5-14. Mas logo este coitado! Tanto sofrimento! Por tão longos e doídos anos! Por que, ainda tratá-lo como pecador? Será que não tinha ele já pago por todos os seus pecados?! A resposta é não. E para qualquer um do qual Jesus se despedisse, suas palavras seriam as mesmas: “Vá e não peques mais”. Porque isto? Por causa da natureza do seu reino, que não aceita ninguém com a tal deficiência. Desculpe, mas, falar assim é muito soft. O pecado só e light para aquele que nada sabe da sua conseqüência. Dizer que ele afasta a pessoa de Deus e que o fim de tais pessoas é o inferno parece não incomodar mais ninguém. E, como se não bastasse, ainda tomam isto por brincadeira do tipo cultural. Entretanto, foi por isto que ele veio, para trazer o seu reino dando oportunidade a mim e a ti, para que nele entramos e aí permaneçamos para sempre. Só que os nossos pecados terão que ficar do lado de fora. Isto seria impossível, pois nossa própria natureza e justiça jamais nos deixariam entrar. É por isso também que nos conta o santo livro (hb 7.21-28) que o próprio sacerdote tinha que oferecer um animal sacrificado pelos seus próprios pecados e outro pelos pecados do povo, tal é a natureza deste reino. Até que veio Cristo que com seu sacrifício perfeito firmou para sempre um sacerdócio perpétuo e único. Por isso cessou a matança de animais. Eu sei que se refletirmos de um modo, digamos, carnal. Só irá aumentar nossa incredulidade engrossando assim o pecado que por si só já nos mata. Poderá alguém ousar contestar diante de Deus: “- Não pedi para ser assim, isto é, pecador e por isso condenado! Também não consigo acreditar que o sacrifício de um outro vá me livrar desta situação que me encontro”. Sim tudo isto é possível. Sendo assim, convém nos reportar aos tempos do profeta Jeremias (Jr:18,6) que Deus nos compara ao barro nas mãos do oleiro que ele Deus dá a forma que o desejar! Então, poderá um objeto de barro reclamar da sua própria forma? Por isso,em vez de passar a vida reclamando, prefiro pensar em outra passagem bíblica quando Deus nos diz sermos a sua obra mais importante: A única criada à sua própria semelhança. Verdade é que no capítulo 3º do Gênese se conhece a história que muda toda esta situação. O relato do maior desastre humano e também a promessa da vinda do salvador (Gn,3.15). Fato histórico cristão revelado desde a antiguidade e que adentra à eternidade, me refiro ao profetizado Reino Messiânico do qual Jesus é o rei e não aceita o pecador a não ser que este “vá e não peques mais...”. Outra grande tragédia humana, para grande maioria das pessoas, é entender tardiamente que uma vida de pecados não satisfaz. Mas Deus não quer que esta pregação chegue atrasada, por isso a advertência, (Hebreus 4.7), “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações!”
A atual recomendação acompanha os cristãos por toda a vida: Martinho Lutero, ensina em sua oração para o final do dia, a pedir perdão por todo o mal e o pecado cometidos. O próprio Jesus no Pai Nosso: perdoa as nossas ofensas... Ainda, não é demais lembrar: se preocupar com pecados é próprio daqueles que se encontram neste reino. Para estes esta advertência é bem recebida. Pois não aceitam certas modernidades, para não dizer aberrações, mudanças de comportamentos, etc, que só o lembrar lhes causa nojo. Também não esquecem sua fraqueza, uma vez que não foram eles que conquistaram o direito a posse deste reino, mas lhes foi dado de graça por obra de vida e morte vergonhosa na cruz do seu amado senhor e salvador. Finalmente, então as tais palavras servem não só a mim, com a tal mulher, o aleijado e a todos que queremos bem: - VÁ E NÃO PEQUES MAIS!
Um abraço,

Ildo Borges Fernandes

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