GRAÇAS E LOUVORES



Graças e Louvores!

Quem não lembra: Graças e louvores sejam dados a cada momento! – Ao santíssimo e digníssimo sacramento. Normalmente precedidas por estridentes sons de sinetas. Mas será que se pode comentar estas tão temidas, respeitadas ou sacrossantas palavras. Qualquer católico com mais de quarenta anos sabe que não estou exagerando. Para mim que estou beirando os sessenta foi o que de mais significativo ouvi durante minha infância e juventude! Tais palavras, como se sabe, são pronunciadas pelo padre durante a consagração ao celebrar a missa. Mas o que significa, ou o que afinal querem elas dizer?! Perguntei a vários católicos e sempre a mesma resposta: - nada sei. Olha que não foi de crianças que eu quis saber! Não é isto estranho que a gente diga algo por dizer sem ao menos se preocupar com o que se está afirmando! Será que não estamos parecendo estas aves que depois de muito adestramento acabam por pronunciar algumas frases! Não que na missa não se diga nada de importante, aliás, o que existe de mais importante é aqui que é dito, ou anunciado, o que acontece é uma espécie de inversão de valores, o destaque negado ao que é realmente importante. Refiro-me às palavras de Jesus Cristo, Deus-Homem, o Verdadeiro, o Onisciente e o Todo-Poderoso. E estas são as palavras que Ele deseja que sejam anunciadas com trovões, clarões e tudo mais que seja necessário para calar fundo nos corações. – “Nosso Senhor Jesus Cristo na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
A seguir, depois de cear tomou também o cálice e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; porque este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vós para a remissão dos pecados; fazei isto, todas vezes que o beberdes em memória de mim.”
Sl 33:4. Porque a palavra do Senhor é reta e todo o seu proceder é fiel.
Eis aí palavras sacramentais de uma instituição divina e palavras de um testamento divino.
O apostolo Paulo declara que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes:
1 Co:10-16 Porventura o cálice da benção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?
1 Co:11-27 Aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será o réu do corpo e do sangue do Senhor;
Mc 14:24 Isto é o meu sangue, o sangue da aliança;
Gl 3:15 Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga, ou lhe acrescenta alguma coisa.
Aí está o motivo da santa missa, ou porque nos reunimos: conforme ordem de Cristo: “fazei isto em memória de mim”, como se estivesse a dizer: Não esqueçam nunca o motivo porque vim ao mundo: para morrer por vocês para que tenham vida em meu nome. E aqui, lembram vocês, está o meu verdadeiro corpo e sangue para ser comido e bebido, sob o pão e o vinho, por vocês cristãos que se regozijam com estas palavras “Dado e derramado em favor de vós para remissão dos pecados.” Por estas palavras nos são dadas no sacramento remissão dos pecados, vida e salvação. Pois onde há remissão dos pecados, há também vida e salvação. Conforme Lutero em seu Catecismo Menor, e quem tem vida e salvação o que mais poderá desejar!? Então, graças e louvores sejam dados a cada momento a estas palavras do nosso Deus. Honrando-o assim, com gratidão e reverência porque acreditamos em suas promessas e o adoramos por ser o único Deus. Deste modo estamos também cumprindo o seu primeiro mandamento, visto que não adoramos a hóstia consagrada, como fazem os católicos. Isto acontece, por que como ensina Roma: o padre teria o poder de transformar pão e vinho no corpo e sangue de Cristo, com isto fica este material em um cálice que é conservado e, inclusive, publicamente adorado quando carregado em procissões, como por exemplo: no dia de “Corpus Cristi”. No entanto, uma mentira, ainda que sobreviva por mais de mil anos jamais ganhará o status de verdade! Acreditamos, porém, que o comungante só recebe o corpo e o sangue de Cristo no momento da distribuição, por força e poder das palavras divinas que dizem: “Isto é o meu corpo; e este é o meu sangue” A sobra deste material é simplesmente pão e vinho. Então! Graças e louvores sejam dados a quem? Aos elementos contidos no cálice? Ou às potentes e promissoras palavras de Jesus Cristo? Que se constitui em espírito e vida. Conforme João Cap.6:63.

Fique na paz do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Ildo B Fernandes















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