O Livre Arbítreo

Eu me converti?

Ou: - Eu fui convertido?

 

Eu me batizei na igreja tal?

Ou: - Fui batizado em nome de Deus Pai; Filho e Espírito Santo?

 

Já ouvi alguém dizer que se decidiu por Cristo, resolveu então, se batizar e aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador, geralmente precedido de inflamado e longo sermão de convencimento! Não estaria errado se entendêssemos que foi o próprio Espírito Santo que nos convenceu do nosso pecado e, por conseguinte, nos criou o arrependimento por causa da condenação eterna que há em nós por não cumprir os santos Mandamentos com a perfeição que nos exige o Senhor: Pois, - Santos sereis, por que eu o vosso Deus, sou santo! Levítico 11.45. Entretanto, só seremos santos se o Eterno nos considerar tais, uma vez que a perfeição está longe de nós! “O bem que prego não faço, mas, o mal que detesto, este faço.” Concluiu São Paulo. Aí então, é que entra a boa notícia que Jesus, ao ascender aos céus mandou fosse pregada a todos: “Ide, por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura, quem crer e for batizado será salvo quem porém, não crer, será condenado.” Marcos 16.15-16.

Só o Senhor pode nos perdoar e, o faz quando cremos naquele que além de cumprir toda a Lei por mim e por ti, também levou sobre si todos os nossos pecados!

Certamente, a questão mais difícil e espinhosa encontrada por Lutero que, praticamente, o deixou, sozinho, foi esta, a do ‘Livre Arbítrio’, convencer um pecador que os seus esforços não tem qualquer valor no âmbito da sua salvação é coisa quase impossível e não aceitável, humanamente falando! Entretanto, Deus não despertou Lutero para o fim de negociar a sua santa palavra, tornando-a acessível capaz de ser aceita pelos membros de uma igreja! O trabalho de um servo de Deus é mostrar a verdade que o Senhor quer ensinar! Como compreender a fé das criancinhas de colo que Jesus toma como exemplo de fé para os adultos? O que as qualifica a receber o Santo Batismo.   Que Jesus Cristo está presente na distribuição do Sacramento do Altar? Por que não exaltar a doutrina do perdão! Pois, o justo viverá por fé! Romanos 1.17  E, afinal, Deus nos prepara – “.... nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus.... pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas. Efésios 2.6-10

Que sejamos achados no povo que Jesus veio salvar. Mateus 1.21  -  Amém

 

 

- Artigo 18 da Confissão de Augsburg. (1530)

 

      “Quanto ao LIVRE ARBÍTRIO se ensina que o homem tem a até certo ponto livre arbítrio. Para viver exteriormente de maneira honesta e escolher entre aquelas coisas que a razão compreende. Todavia, sem a graça, o auxílio e a operação do Espírito Santo o homem é incapaz de ser agradável a Deus, temê-lo de coração, ou crer ou expulsar do coração as más concupiscências inatas. Isso, ao contrário, é feito pelo Espírito Santo, que é dado pela palavra de Deus. Pois Paulo diz em 1 Coríntios 2:14 “O homem natural nada entende do Espírito de Deus”.

      E para que se possa reconhecer que nisso não se ensina novidade, eis aí as claras palavras de Agostinho a respeito do livre arbítrio, aqui citadas do livro III do Hypognosticon: “Confessamos que em todos os homens há um livre arbítrio, pois todo tem entendimento e razão naturais, inatos. Não no sentido de que sejam capazes de algo no que concerne a Deus, como, por exemplo, amar e temer a Deus de coração. Somente em obras externas desta vida tem liberdade para escolher coisas boas ou más. Por obras boas entendo as de que é capaz a natureza, tais como trabalhar ou não no campo, comer, beber, visitar ou não um amigo, vestir-se ou despir-se, edificar, tomar esposa, dedicar-se a um ofício, ou fazer alguma outra coisa proveitosa e boa. Tudo isso, entretanto, não é nem subsiste sem Deus; ao contrário: dele e por ele são todas as coisas. Por outro lado pode o homem também praticar por escolha própria o mal, como, por exemplo, ajoelhar-se diante de um ídolo, cometer homicídio, etc.”

 

Do livro:

A confissão da esperança

Igreja Evangélica Luterana do Brasil


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